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Amputação da perna (membro inferior)

Essas amputações resultam quase igualmente de lesão (como colisão de veículo motorizado ou durante combate), ou de um procedimento cirúrgico para tratar uma complicação de um distúrbio (como a circulação reduzida devido à aterosclerose ou diabetes). A perna pode ser amputada acima ou abaixo do joelho ou na altura do quadril. Um pé ou mais dedos dos pés podem ser amputados.

Após a amputação da perna, a maioria das pessoas é preparada para receber uma perna artificial (uma prótese de membro inferior). Os componentes podem incluir dedos dos pés, um pé e para a amputação acima do joelho, uma unidade de joelho. As próteses mais recentes, que são controladas por microprocessadores e energizadas mioeletricamente, ou as próteses com componentes biônicos, permitem que as pessoas controlem os movimentos com mais precisão.

A reabilitação inclui exercícios para condicionamento geral e exercícios para alongar a cintura e joelho e fortalecer todos os músculos do braço e da perna. Assim que possível, deve-se incentivar a pessoa a dar início aos exercícios em pé e equilíbrio com barras paralelas. Podem ser necessários exercícios de resistência. O programa específico prescrito depende de fatores como o fato de se ter amputado uma ou ambas as pernas e de quanto foi amputado da perna.

Os músculos próximos ao membro amputado, na articulação do quadril ou do joelho tendem a se encurtar. Esse encurtamento (chamado de contraturas) normalmente resulta de permanecer sentado na cadeira ou cadeira de rodas por muito tempo ou de repousar na cama com o corpo desalinhado. As contraturas limitam a amplitude de movimento. Se a contratura for grave, é possível que a prótese não se ajuste corretamente ou que a pessoa perca a capacidade de usá-la. Os terapeutas ou enfermeiros devem ensinar formas de evitar contraturas.

Os terapeutas devem ensinar os pacientes a acondicionar o coto, ação que ajuda o processo natural da sua retração. O coto deve retrair-se antes de a prótese ser ajustada. O uso de um material elástico ou de faixas, durante 24 horas diárias, pode ser útil para moldar o coto e evitar o acúmulo de líquidos nos tecidos. Logo após a amputação, as pessoas recebem próteses temporárias para que possam começar a caminhar o mais cedo possível e assim ajudar o coto a retrair. Uma pessoa com uma prótese temporária pode iniciar os exercícios de caminhada com barras paralelas, passando depois a andar com muletas ou com uma bengala, até que seja feita a prótese permanente. Às vezes, as pessoas usam uma prótese com componentes permanentes, mas com um soquete ou estrutura temporários. Como algumas partes permanecem iguais, as pessoas podem ajustar as novas partes mais rapidamente.

Se uma prótese permanente é feita antes de o coto cessar a retração, podem ser necessários ajustes para torná-la mais confortável e permitir que a pessoa ande bem. Uma prótese permanente normalmente é fabricada várias semanas após a amputação, para dar tempo de o coto retrair completamente.

Quando a pessoa recebe a prótese, ela aprende o básico relacionado ao seu uso:
  • Como colocar a prótese
  • Como retirá-la
  • Como andar com ela
  • Como cuidar para da prótese e da pele do coto

O treinamento é normalmente continuado, de preferência por uma equipe de especialistas. Um fisioterapeuta desenvolve um programa de exercícios para melhorar a força, equilíbrio, flexibilidade e a capacidade cardiovascular. O terapeuta ensina as pessoas sobre como caminhar com uma prótese. A caminhada deve começar com assistência direta e progredir para caminhar com um andador, então uma bengala. Em poucas semanas, muitas pessoas caminham sem bengala. O terapeuta ensina como subir e a descer escadas, subir e descer ladeiras e a percorrer outras superfícies desniveladas. Pode-se ensinar as pessoas amputadas mais jovens a correr e, claro, a participar em muitas atividades desportivas. A evolução é mais lenta e mais limitada no caso de pessoas com amputação acima do joelho, idosos e pessoas fracas ou pouco motivadas.

A prótese necessária para uma amputação acima do joelho é muito mais pesada do que uma prótese para uma amputação abaixo do joelho; controlar um substituto artificial de articulação do joelho requer habilidade. A caminhada requer entre 10 e 40% mais energia, após uma amputação abaixo do joelho, e entre 60 e 100% mais, após uma amputação acima do joelho.

Cuidados com o coto

As pessoas devem aprender a cuidar de seu coto.

Uma vez que a prótese da perna é destinada apenas para caminhar, as pessoas devem removê-las quando forem dormir. Antes de dormir, o coto deve ser minuciosamente inspecionado (com um espelho se a própria pessoa realizar a inspeção), lavado com sabão leve e água morna, secado com cuidado e ter talco aplicado.

Se determinados problemas ocorrerem, as pessoas devem tratar o problema:
  • Pele seca: Aplicar lanolina ou petrolato ao coto
  • Sudorese excessiva: Aplicar um desodorante inodoro
  • Pele inflamada: Remover o responsável pela irritação imediatamente e aplicar talco, creme ou pomada com corticosteroide de baixa potência
  • Pele rachada: Não usar a prótese até que a ferida tenha cicatrizado e consultar um médico

Utilizar uma meia e/ou forro entre a prótese e a pele. A meia e o forro devem ser lavados todos os dias, e sabão leve pode ser utilizado para limpar a parte interna do encaixe.

As próteses normalmente não são à prova de água. Se alguma parte da prótese molhar, deve ser secada imediatamente e totalmente. Porém, calor não deve ser utilizado na tentativa de secagem. Se as pessoas nadarem ou preferirem tomar banho com a prótese, elas podem obter uma prótese que possa entrar em contato com a água.

Dor

Depois da amputação de um braço ou perna, as pessoas podem sentir dor que parece estar no membro amputado (dor fantasma). A dor é real, mas a localização está errada. A dor fantasma é mais provável se houver dor grave ou de longa duração antes da amputação. A dor fantasma é mais grave normalmente logo após a amputação, depois, diminui com o tempo. Para muitas pessoas, a dor fantasma é mais comum quando a prótese não está sendo usada (por exemplo, durante a noite). Se uma anestesia espinhal e um anestésico geral forem usados durante a cirurgia, o risco de ter essa dor é reduzido.
Algumas pessoas apresentam a sensação de membro fantasma, que não é uma dor, mas a sensação de que o membro amputado ainda está ali. Quando as pessoas com uma perna amputada têm essa sensação, elas podem se levantar (e assim cair no chão). Essa experiência geralmente ocorre durante a noite quando as pessoas acordam para usar o banheiro. A sensação de membro fantasma é mais comum que a dor fantasma.
O coto pode ser dolorido. Massagear o coto ajuda a aliviar essa dor. A dor pode ser devido a infecção ou a descamação da pele (a pele se destaca). Nesses casos, as pessoas podem precisar de uma consulta médica.

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